Com a fusão dos dois clubes, nasceu o Grupo Desportivo de Chaves em 1949 e o Estádio Municipal passou a ser o principal palco do futebol na cidade. Um estádio que cresceu juntamente com o conjunto azul-grená. Já com luz artificial, o Municipal teve capacidade para 20 mil espetadores quando o clube chegou à I Divisão. Mas o recorde de assistência vai além dessa lotação: em 1985/86, época de estreia no topo do futebol português, 25 mil pessoas encheram as bancadas, a pista de atletismo e só pararam em cima da linha de jogo. Em agosto de 2003, na última vez que a Seleção Nacional jogou em Trás-os-Montes, um tal Cristiano Ronaldo estreou-se por Portugal. Entretanto, o estádio ganhou o nome do Eng.º Manuel Branco Teixeira, autarca flaviense na primeira subida do Chaves à Primeira.
Só no regresso à Primeira Liga em 2016/2017 se viram novas reformas no Municipal. Começou com a renovação do topo norte, novos balneários e a torre de televisão junto à descoberta. Uma nova bancada foi criada no topo sul, uma obra que permitiu que, pela primeira vez, duas bancadas tivessem cobertura, e a lotação fixou-se nos 8 400 espetadores.
Com a cara lavada, houve obras que ficaram por fazer: a negligenciada pista de atletismo desapareceu, a cobertura da central descoberta ficou na gaveta e um eventual novo topo norte é, para já, uma miragem. O estádio vai crescendo, de mãos dadas com o Desportivo de Chaves, sendo a eterna casa do futebol flaviense e onde várias gerações de adeptos azul-grená viram os Valentes Transmontanos a brilhar.